sábado, 26 de abril de 2014

Pão de hamburguer


Comer um hambúrguer é algo a que dificilmente qualquer criança se negue. Trazer esse sabor simples, mas ao mesmo tempo tão caraterístico para as nossas casas é um desafio, principalmente se privilegiamos uma alimentação saudável. Já tinha experimentado algumas variedades, mas nunca um pão tão gostoso como este. Li algumas receitas e fui para a cozinha. Fiz uma adaptação ou composição minha do que li e saiu uma autêntica maravilha. Duvido que volte a sentir o mesmo gozo com um de compra, nessas cadeias de fast food, como o que senti ontem logo à primeira dentada.

Pão de hambúrguer





Ingredientes



250 g de leite

25 g de manteiga

2 ovos

1 colher de chá bem cheia de açúcar amarelo

1 colher de chá bem cheia de sal marinho

1 colher de chá bem cheia de fermento seco de padeiro

500 g de farinha tipo 65

Sementes de sésamo q.b.



Preparação



Separe uma gema de ovo e reserve.

Insira todos os ingredientes no copo da bimby, exceto a farinha e as sementes. Misture 15 seg, vel 4 para homogeneizar e programe 2 min, 37ºC, vel 3. Introduza a farinha, 4 min, amassar.

Divida a massa em 9 bolinhas e deixe levedar até duplicar de volume. Aqueça o forno a 220ºC. Pincele os pães com a gema de ovo e polvilhe com as sementes. Leve ao forno cerca de 15 minutos, até estarem cozidos.



Usei ovos pequenos, de palheirinha, coquicha ou galinha da índia, como é conhecida a galinha pequena em várias zonas do país.

Nota:

Diminuir a quantidade de fermento para metade vai fazer com que demore mais tempo a levedar, mas o resultado final ainda será melhor.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Alheiras caseiras



As minhas Alheiras




As alheiras nasceram da arte culinária dos judeus, os chamados novos cristãos do séc. XV a fim de provar que eram cristãos convictos que se empanturravam de enchidos gostosos e fumados nos seus lares. Como não podiam, por força da tradição religiosa a que são fieis, comer carne de porco, nasceram as famosas Alheiras de Mirandela, onde a carne do porco era substituída pela carne de caça que podiam consumir sem problemas de consciência.


Inspirada nesta tradição e querendo fazer de conta que estou de dieta J, resolvi experimentar as famosas Alheiras de Mirandela com a carne branca mais consumida cá em casa: frango. A experiência correu muito bem e para garantir a mim mesma que esta receita vai estar sempre perto de mim, partilho-a convosco, para que todos possamos saborear esta iguaria.



A minha versão de Alheiras:





Ingredientes:


1 frango

12 dentes de alho médios

600 g de pão (de preferência do tipo caseiro)

50 g de azeite

2 colheres de sopa de colorau

Sal q.b.

Água q.b.

Tripa seca ou artificial para enchidos



Preparação


Na Bimby



Coloque o frango limpo e cortado em pedaços no copo da bimby, adicione 2 dentes de alho esmagados e sal. Junte água até a marca dos 2L e programe 25 min, 100ºC, colher inversa, vel colher de pau. Depois de concluído o tempo, escorrer a água com a ajuda do cesto e reserve o caldo. Com o frango ainda na bimby, programe 5 – 8 seg., colher inversa, vel 4 e confirme que o frango está desfiado. Coloque o frango num tabuleiro para arrefecer mais rápido.

No copo ponha os restantes alhos descascados, 5 g de sal e o azeite e programe 5 seg., vel 5. Adicione o colorau e 1000 g de água. Programe 12 min, 100ºc, vel 2. Reserve.


Enquanto a bimby está a fazer este passo, aproveite e limpe o frango, retirando todos os ossos. Corte o pão em pedaços e coloque a tripa em água com rodelas de limão.


Rale o pão. 300 g de cada vez, 8 seg., vel 7. (Este passo depende do tipo de pão usado).


Misture o pão ralado com o frango, adicione a água com o colorau reservada e envolva tudo. Vá adicionando o caldo da cosedura do frango até atingir a consistência desejada e que permita efetuar o enchimento da tripa. Encha a tripa com o preparado, fazendo alheiras de aproximadamente 30 cm cada. Amarre-as e pendure-as junto à lareira durante dois ou três dias para adquirirem o tradicional gosto de fumeiro.



Nota:

O pão pode ser apenas cortado em pequenos pedaços.


Esta receita deu-me para 7 alheiras, mas como se pode observar na foto, o tamanho delas não é todo igual.


As que sobrarem podem ser colocadas no congelador.



Experimentem, deliciem-se e contem-me como foi. Aqui foi um sucesso.

sábado, 22 de março de 2014

Ratatoullie ou não!

Ratatoullie é uma receita tipicamente francesa e que é constituída basicamente por legumes. A sua entrada na nossa cozinha deu-se com algumas alterações que permitiram a introdução na receita da carne, ou não fosse o nosso povo tradicionalmente tão ligado a este ingrediente. Acredito que algures por aí haverá uma versão de peixe, uma com seitan ou com outro ingrediente qualquer.


Nesta receita apresento uma versão feita com carne de vaca picada. Aprendi-a na cozinha de uma vizinha, que nos convidou a saborear um prato tipicamente francês.

Ratatoullie - uma nova versão


Ingredientes:

1 beringela
1 courgete
2 tomates médios
1 cebola grande
1/2 pimento verde
1/2 pimento vermelho
300 g de carne de vaca picada
2 dentes de alho
sal, pimenta e orégãos q.b.
30 g de azeite

Preparação


Prepare todos os legumes e corte-os aos cubos.
 

Na Bimby


Coloque a cebola, o alho e o azeite na bimby e pique 6 seg, vel 4. Refogue 4 min, 100ºC, vel 1. Adicione a carne e programe 4 min, varoma, colher inversa, vel colher de pau. Junte os restantes legumes e programe 10 min, 100º, colher inversa, vel colher de pau. Tempere com o sal, a pimenta e os orégãos, envolva e sirva. 

Tradicional:


Pique a cebola e o alho e refogue com o azeite até a cebola apresentar-se transparente. Adicione a carne e deixe-a cozinhar por alguns minutos (3 ou 4). Junte os legumes e deixe cozinhar em lume brando e com o tacho tapado para não perder os líquidos. No final, tempere com o sal, a pimenta e polvilhe com orégãos. Sirva quente.

Delicie-se com esta suave refeição. Deixe a sua imaginação fluir e adapte-a aos gostos familiares ou aos ingredientes que estão no frigorífico. Inove, teste, e saboreie.

E Lembre-se


Alimente-se saudavelmente!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS!

Olá!!!!!!!!!




A todos os que me acompanharam neste ano de 2013
A todos os nossos amigos
A todos os que amam a vida
A todos os que existem
A todos os que espalham energias positivas
o meu agradecimento e votos de umas



Boas Festas


Que todos os sentimentos que polvilham a atmosfera que hoje respiramos se eternizem.


Obrigada por tudo!!!





E para aquecer o coração com os aromas de Natal, deixar em casa um cheiro a festas e acompanhar um doce ou frito tão típicos desta época sugiro:







Tisana de Natal!



Ingredientes:

1500 g de água
2 colheres de sopa de mel de abelha
2 paus de canela
4 folhas de lúcia lima
uma pitada de nós moscada
3 cravinhos
casca de meia laranja, só a parte amarela
casca de meio limão, só a parte amarela.
Preparação:

colocar no copo a água e o mel e os restantes ingredientes no cesto.
Programar 12 min, 100ºC, vel 2.
Servir numa caneca natalícia, com o fumo da tisana a se confundir com o fumo da lareira!

(é também uma excelente forma de nos ajudar a digerir os alimentos mais pesados desta época.)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Bolo do Caco I

Bolo do caco


O bolo do caco é uma iguaria típica da Madeira. Quem tenha por lá passado e experimentado esta especialidade, rendeu-se, com toda a certeza, ao seu sabor. Come-se ainda quente e bem acompanhado com a fantástica manteiga d'alho!

Como naceu?


O nome caco, foi-lhe atribuído porque nas casas onde não havia forno, os pobres colocavam um caco (pedaço) de telha em cima das brasas e lá colocavam a massa lêveda a cozer.

Com o tempo surgiram formas mais elaboradas de cozinhar o bolo do caco e objetos próprios para isso como este, que o meu pai guarda religiosamente:


Prometo usá-lo quando for à Madeira e mostrar-vos o resultado final!
(Ainda é este ano...)

E a receita?


E sim, podemos trazer este sabor quase divinal para as nossas mesas, mesmo estando longe da Madeira!!!
Como? Basta seguir este tutorial.

















E lembrem-se, aqui por baixo tem um espaço que é vosso! Sim, VOSSO!
Deixem as vossas dúvidas e experiências para juntos aprendermos!

Conto convosco por cá, está bem?